Minha amiga me mandou um bilhetinho dizendo que estava apaixonada. Logo perguntei:
- Por quem?! *irônica* Pelo Edward? (personagem do Crepúsculo)
- *Rindo* Não né! Não sou tão ingênua... Pelo Robert! (rapaz que interpreta o Edward)
O chato é essa corrida contra o tempo, porque a imagem que você tem da pessoa que você viu apenas uma vez vai sumindo e quando você vê, você não vê mais nada.
Fato para lembrar: Ontem eu e a Mari fomos tocar violão na paulista e fizemos um show particular para um mendigo que falava "Agora essa... 'Heey juuuuuuu bom meini baaaaa'".
O rapaz gostava de Led, Beatles e tudo mais!
Sempre me surpreendo por aqueles lados da cidade.
Tive que recomeçar o blog porque estava dando problema na publicação.
De qualquer forma, hoje é dia de Did It list e To Do List.
Começarei pela Did It List, porque ela é maior e mais complicada.
De forma geral, 2008 foi um bom ano. Vários shows, conheci várias pessoas e cresci um pouco também! (Tanto de altura quanto de espírito)(Porém o tanto que eu cresci de altura não é algo notável, já que de 1,56 para 1,59 não tem diferença alguma. Hahaha)
Coisas para lembrar em 2009, que aconteceram em 2008.
Tive meu primeiro namorado, que é uma mistura de Hélio Flanders com Mick Jagger. Não podia pedir ninguém melhor do que ele para ser meu primeiro namorado, mesmo!
Fui para um lugar onde os pedreiros são loiros de olhos azuis, a 12h de distância daqui (de avião).
Fui para um lugar onde os pedreiros são loiros de olhos azuis, a 12h de distância daqui (de avião), perdi a chave do meu quarto e tive que pagar 20 pounds (aproximadamente 80 reais) por uma cópia. Ao chegar no Brasil, vi que a chave estava jogada em minha mala.
Conheci pessoas incríveis, de vários países.
Aprendi muitas línguas e aprendi que para toda ação existe uma reação.
"Livia: Você fica me dando lixo, cécis?
Lucas: Não! Estou te dando essa caixinha porque eu coloquei vários beijinhos aí dentro, aí sempre que você estiver triste, você lembrará que eu estou sempre ao teu lado :]"
Ganhei músicas!
E algumas coisas não mudaram, como minhas amigas continuaram totalmente presentes na minha vida, continuei tocando violão, continuei passando horas na paulista, continuei conversando com pessoas na rua, continuei tentando fazer a minha parte para ajudar as pessoas, continuei acreditando na bondade das pessoas (mesmo que várias tenham tentado me convencer de que o mundo é ruim e as pessoas são más), enfim!
Agora eu espero que ano que vem seja tão bom quanto esse ano e que eu continue crescendo e tornando-me uma pessoa melhor! :]
Aaai esses amores platônicos...
Como você não conhece a pessoa, você a transforma no par ideal em sua cabeça. É totalmente idealizado. O "amor real" é bem diferente do amor platônico, já que você já conhece a pessoa. Já sabe como ela é (e como ela não é).
Talvez seja por isso que eu me prendo nos amores platônicos, porque eu não consigo achar ninguém que seja tudo aquilo que eu sonhei. Talvez nunca acharei! Então idealizar como uma pessoa é pode ser a melhor forma de se apaixonar.
Acho que é assim para tudo, comigo. Eu vivo no que eu quero acreditar que seja real e não consigo me desprender dessa imagem.
Enfim, final de ano. Época de balanço geral de "did it list" e "to do list".
Mas deixarei isso para amanhã.
Hoje conheci um rapaz no metrô. Avistei-o de longe e fui chegando perto, porque achei que ele estava desenhando, mas aí vi que ele estava escrevendo. Como ele tinha cara de designer, falei que eu achei que ele estava fazendo um desenho, por isso fui para perto dele.
"Precisava botar algumas coisas para fora".
Achei bem bacana isso de "botar coisas para fora" em um caderninho.
[27.12.2008]
Hoje me ocorreu algo genial.
Quando eu estava na sétima série, eu era platonicamente apaixonada por um menino chamado L., que tinha uma namorada chamada F., e eu os achava liiiiindos, o casal-exemplo.
4 anos depois, (hoje) encontro L. num boteco X ao lado da casa da minha avó! Até falei para a minha prima que era o amigo de infância dela, que eu era apaixonada por ele, e apontei para ele e tudo mais! hahaha
Então resolvi falar com ele, perguntar se era ele mesmo. E foi bem bacana. Falei para ele "Eu era totalmente apaixonada por você!", e comecei a contar tudo o que eu sabia da vida dele. Rimos montes e eu fui embora.
Já é a segunda vez que um amor platônico resolve aparecer na minha vida, só que da primeira vez foi três vezes mais emocionante. Meu amor platônico tinha um amor platônico por mim! Disse que queria ter me chamado para dançar na formatura dele. Eu fiquei super feliz quando soube :]
Agora realmente espero que o meu atual amor platônico, daqui 4 anos, encontre-me em um lugar aleatório e fale:
- Você é a Livia?
[26.12.2008]
Não sei como me portar em novos blogs. Eu teria que fazer um texto introdutório? Falando tipo "Oi, meu nome é Livia"?
De qualquer forma, não o farei.
Ontem estava pensando antes de dormir (acho que é a única parte do dia que eu realmente penso) em como as coisas eram mais simples antigamente. Socialmente e amorosamente[?].
Quando eu tinha lá meus 6 anos eu resolvi que era hora de me apaixonar. Pesquisei meticulosamente todos os pretendentes da minha sala e escolhi um deles. Gostei desse mesmo menino por mais quatro anos e resolvi partir para outra. Mas o tempo que eu gostei dele foi impagável. Escrevia no meu diário coisas como "aí eu fiz um gol aí ele disse:
- Valeu Livia, parabéns!
fiquei muito feliz!!".
Sem contar que eu achava que quando casados, os sobrenomes iam para as duas partes. Escrevia meu nome com o sobrenome dele, e o nome dele com o meu sobrenome. As coisas mais simples que ocorriam eu já ficava extremamente feliz. Chegava em casa, colocava o cd do Diario de Daniela em espanhol e ficava pensando nele (mesmo que a trilha sonora do nosso amor fosse "Meu primeiro amor" do Sandy & Jr.)
Aí o engraçado veio depois, que na 5ª série o menino veio se declarar para mim. Eu fiquei super nervosa quando recebi a primeira cartinha dele. "Prezada Livia, o final do ano está chegando, as férias então nem se fala...". ("Prezada" foi a palavra mais memorável da carta)
Eu adoro essa carta. "Sobre namorar eu acho que é cedo. Talvez na 7ª série (pois na 6ª não vou te encontrar, né?)."
Nós achávamos que na sétima série estaríamos maduros o suficiente para começarmos a namorar. Nós achávamos que na sétima série nós seríamos "gente grande".